Secure Boot está virando o preço da entrada
Alguns títulos já não abrem sem atestação de plataforma, e a pergunta está saindo do que um driver enxerga para aquilo que o firmware se dispõe a garantir.
Por Lethal Research
Durante anos, a discussão sobre anticheat girou em torno do que um driver de kernel conseguia enxergar depois que o jogo já estava rodando. Essa pergunta está sendo substituída por outra, porque cada vez mais títulos se recusam a abrir se a máquina não provar algo sobre si mesma antes de o Windows terminar de carregar.
O que esses três jogos passaram a exigir?
| Título | O que passou a exigir | Quão rígido |
|---|---|---|
| Battlefield 6 | Secure Boot e TPM 2.0. De terceirosA imprensa descreve o Javelin, da EA, como anticheat em nível de kernel e diz que ele sobe junto com o Windows, e não com o jogo. | Rígido. O jogo não abre, e o erro cita o anticheat. |
| Call of Duty | TPM 2.0 e Secure Boot no Windows 11, segundo o artigo de suporte da própria publisher. | Rígido, e documentado em primeira mão. |
| Rainbow Six Siege | De terceirosVerificação em duas etapas com telefone vinculado para a ranqueada, segundo reportagens de 2026. | Atestação de outro tipo: identidade, e não firmware. |
Os três mecanismos são diferentes, mas compartilham uma ideia: uma condição conferida antes de você ser liberado para jogar, não uma varredura feita enquanto você joga.
O que isso muda numa montagem de dois PCs?
Muda menos do que se imagina, mas uma mudança é real: o PC de jogo agora tem configurações que você não está mais livre para mexer. O Secure Boot precisa estar ligado e continuar ligado. Conselho mandando desligar vem de títulos mais antigos e não se aplica a esses jogos.
Nada disso vale para a segunda máquina. Nada no PC de jogo inspeciona ela, então as configurações de firmware dela seguem como estavam. Quando o conselho de cada máquina é repetido sem dizer a qual delas se aplica, as duas metades parecem uma contradição.
Qualquer uma dessas exigências pode ser afrouxada ou contornada, mas o padrão por trás delas é a parte que fica. A indústria está puxando as verificações para mais cedo: do que roda durante a sessão para aquilo que a plataforma garante antes de a sessão começar. É uma mudança de onde fica a fronteira, não uma afirmação de que algo é ou não detectável.
Uma exigência conferida antes de o jogo abrir também é mais fácil de comunicar do que uma varredura feita durante a partida. O jogador ou atende a ela, ou recebe um erro que diz o motivo. Essa clareza é parte do motivo pelo qual as publishers gostam dela, e é por isso que a tendência deve continuar se espalhando em vez de recuar.
O que não conseguimos confirmar sobre o Javelin
Não confirmadoNão encontramos nenhuma página oficial da EA descrevendo o Javelin, então o que a tabela diz sobre ele vem da imprensa e está marcado como tal. Essa lacuna importa mais do que parece. O título que faz a exigência de plataforma mais dura é também aquele cujo anticheat é documentado principalmente por quem não o constrói.
O conselho prático não mudou: configure o PC de jogo para o título que você realmente joga e deixe a segunda máquina em paz. Se um guia mandar desativar uma configuração que o seu jogo exige, trate esse guia como desatualizado. O resto é tendência para acompanhar, não motivo para mexer em algo hoje.
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