35T, 75T, 100T ou M.2: qual placa DMA comprar
Como as classes 35T, 75T, 100T e M.2 diferem em capacidade de FPGA, ponte USB e encaixe no slot, e por que o número no nome não diz nada sobre discrição.
Resposta curta
O número indica a capacidade lógica do FPGA, não um nível de segurança: a 35T serve para setups só com radar, a 75T tem o suporte de firmware mais amplo e a 100T a maior folga. Se não houver slot PCIe livre, vá de M.2. Compre a classe para a qual o seu fornecedor de firmware publica imagens e depois confirme que a placa cabe fisicamente no slot.
Nesta página8
- O que significam 35T, 75T e 100T?
- Como as quatro classes de placa se comparam
- O que o PC de jogo precisa ter para qualquer uma dessas placas?
- Qual porta USB-C é de dados e qual é de gravação?
- O que realmente afeta a taxa de leitura?
- O que conferir antes de pagar por uma placa
- Perguntas frequentes sobre a compra de uma placa
- Fontes
O que significam 35T, 75T e 100T?
35T, 75T e 100T são códigos de chips Xilinx Artix-7 (XC7A35T, XC7A75T e XC7A100T), e o número é a quantidade aproximada de células lógicas, em milhares. Um FPGA maior comporta um bitstream maior, então nele cabe uma imagem de firmware mais elaborada e mais lógica para taxas de leitura altas e constantes. A diferença técnica é só essa, e ela não é uma nota de detecção. Uma 100T rodando uma imagem genérica malfeita se expõe mais do que uma 75T rodando uma boa.
Como as quatro classes de placa se comparam
São diferenças práticas, não promessas de marketing. De tudo o que está na tabela, quem deve decidir a compra é a disponibilidade de firmware, porque uma placa para a qual ninguém monta imagens não serve para nada.
| Classe | Formato | Pontes típicas | Para que serve | Pontos de atenção |
|---|---|---|---|---|
| 35T | PCIe x1 de perfil baixo | FT601 para dados, CH347 para gravação | Setups só com radar e primeiras montagens baratas | Menor folga de firmware; alguns fornecedores já não publicam imagens novas para ela |
| 75T | PCIe x1 ou x4, altura inteira | FT601 para dados, CH347 para gravação | A escolha padrão — o suporte de firmware mais amplo do mercado | As revisões de placa variam; na hora de encomendar o firmware vale o modelo impresso na serigrafia |
| 100T | PCIe x1 ou x4, altura inteira | FT601 para dados, CH347 para gravação | A maior taxa de leitura e as imagens mais complexas | Custa mais por uma folga que muitos setups nunca chegam a usar |
| M.2 | M.2 2280, chaveada para slot NVMe | Varia conforme a placa — confirme antes de comprar | PCs de jogo compactos ou em formato de notebook, sem slot PCIe livre | Aquecimento num slot apertado; menos imagens de firmware do que para a 75T |
Duas placas vendidas como “75T” podem diferir em revisão de PCB, ponte USB e chip de flash, então fotografe a serigrafia antes de encomendar o firmware.
O que o PC de jogo precisa ter para qualquer uma dessas placas?
Confira esses requisitos antes de gastar dinheiro, e não depois que a caixa chegar.
- Slot
- Um slot PCIe livre (x1 elétrico já basta) ou um slot M.2 NVMe livre
- Espaço
- Espaço físico ao lado da placa de vídeo — meça, não chute no olhômetro
- Espelho
- Uma abertura livre na traseira do gabinete para uma placa de altura inteira
- Cabo
- Um cabo USB 3 de dados de verdade, não um cabo só de carga
- Porta no segundo PC
- Uma porta USB 3 do painel traseiro. Não um header frontal, não um hub, não um dock
- BIOS
- Capaz de enumerar um dispositivo PCIe desconhecido; com as opções de virtualização ajustáveis
Atenção
Qual porta USB-C é de dados e qual é de gravação?
Quase toda placa moderna tem dois conectores USB-C: a porta de gravação, que passa pela ponte CH347, e a porta de dados, que passa pelo FT601. Depois que o firmware já está na placa, a que você usa é a porta de dados. Se o segundo PC estiver ligado na porta de gravação, o leitor nunca enxerga o dispositivo, e quem está montando pela primeira vez acha que a placa está morta. Siga a marcação do fabricante sempre que ela existir; numa placa sem marcação, a porta de dados costuma ser a mais distante dos contatos PCIe.
Dica
O que realmente afeta a taxa de leitura?
As pessoas escolhem uma classe de FPGA esperando mais banda e depois perdem a maior parte dela no caminho USB. A qualidade do cabo, a geração da porta e o fato de o link ter negociado USB 3 ou não pesam muito mais no resultado do que 75T contra 100T. Meça a sua taxa de leitura antes de culpar a placa: o teste leva dois minutos e tem um guia só dele.
O que conferir antes de pagar por uma placa
- O firmware que você pretende comprar é publicado para esta placa exata, não só para a classe de FPGA dela
- Você fotografou ou anotou o modelo e a revisão que estão na serigrafia da placa
- A placa cabe fisicamente no slot e não encosta na placa de vídeo
- Você sabe qual conector é a porta de dados e qual é a porta de gravação
- Você tem um cabo USB 3 sabidamente bom, ou vai comprar um junto com a placa
- O jogo que você joga tem uma linha de status ativa que justifique a compra
Perguntas frequentes sobre a compra de uma placa
Vale a pena pagar mais por uma 100T em vez de uma 75T?
Só se o seu fornecedor de firmware entregar uma imagem que use essa folga a mais, ou se você quiser as maiores taxas de leitura sustentadas. Um setup com radar ou ESP num jogo que a 75T atende não precisa de nenhum dos dois, então gaste o dinheiro num segundo PC decente e num cabo à altura.
Dá para reaproveitar uma placa que comprei de outro vendedor?
Muitas vezes sim, se existir firmware para aquela placa exata, mas a classe escrita num anúncio antigo não basta para confirmar isso. Antes de comprar uma imagem, mande uma foto que mostre a placa, a serigrafia dela e a marcação do FPGA.
Uma placa M.2 tem desempenho pior que uma placa PCIe?
Não por natureza, porque um slot M.2 NVMe é PCIe por baixo. O que muda na prática é a folga térmica num slot apertado e a biblioteca menor de imagens de firmware publicadas.
Preciso de um slot x4 ou x16?
Não, essas placas são eletricamente x1, mas um slot x4 ou x16 funciona sem problema e muitas vezes é até mais fácil de encaixar. O que importa é o espaço livre, não a quantidade de linhas.
Fontes
O resto vem do nosso próprio trabalho de bancada: aprendemos o layout das portas, o encaixe no slot e o efeito do cabo manuseando essas placas, e o que sabemos sobre qual firmware sai para qual placa reflete o que vemos no mercado.
- 01AMD/Xilinx DS180, 7 Series FPGAs Data Sheet: Overview
as referências dos chips Artix-7 e a capacidade lógica de cada uma delas — é o que está por trás das designações 35T, 75T e 100T
docs.amd.com
- 02pcileech-fpga (Ulf Frisk)
quais placas Artix-7 o gateware aberto suporta — foi daí que saíram essas designações de classe
github.com
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