Duas máquinas, uma mesa: como organizar o espaço
O cabo USB entre as duas máquinas é a coleira mais curta da mesa. O layout tem que ser desenhado a partir dele.
Por Lethal Hardware Desk
Quase todo problema de layout numa montagem de dois PCs começa do mesmo jeito. Você desenha a mesa em volta dos monitores e só depois descobre por onde o cabo USB tem que passar. É o contrário. A placa mora no PC de jogo e conversa com o segundo PC por um único link. Esse link quer ser curto, direto e não perturbado. Essa única restrição decide mais coisas sobre a mesa do que qualquer braço de monitor.
Comece pelo cabo, não pelas telas
O link vai da porta de dados da placa até uma porta USB 3 traseira da placa-mãe. Nada no meio. Sem hub, sem dock, sem extensão, sem conector de painel frontal. Cada um deles é causa documentada de um dispositivo que enumera e depois cai no meio de uma leitura. E cada um deles é também uma coisa de que você não vai desconfiar por semanas. Então o segundo PC tem que ficar a um cabo curto da traseira do PC de jogo. É isso, e não a estética, que fixa a posição dele na mesa.
- O cabo DMA é o trajeto mais curto da mesa, com folga só na ponta da placa
- Essa folga não é opcional: tensão num conector USB-C é um jeito lento de matar uma placa
- Passe por um recorte do gabinete que não amasse o cabo, e não amarre ele junto com cabos de força
- O segundo PC vai onde o cabo alcança com conforto, não onde fica mais bonito
- Deixe as portas traseiras das duas máquinas acessíveis sem precisar mover móveis
Não passe o link de dados da placa por um KVM, um hub, as portas de saída de um monitor ou um dock. Isso vale mesmo para um aparelho que funciona sem falha com tudo o mais que você tem. Quando a leitura cair três semanas depois, você não vai ligar o problema ao switch que instalou hoje. Vai passar a noite reinstalando driver.
Dando uma tela ao segundo PC
A tela do segundo PC faz dois trabalhos que não têm relação entre si. Comprar pensando no trabalho errado é o erro de sempre. Administrar significa driver, teste de leitura, mensagem de erro. Acontece raramente, e qualquer tela dá conta, inclusive uma emprestada por uma tarde. Ler um radar durante a partida é sobre distância de olhada e posição, não sobre qualidade de painel. Decida de quais trabalhos você precisa antes de gastar qualquer coisa. Para administração pura, a resposta honesta costuma ser: monitor nenhum.
| Opção | Boa para | Custa a você |
|---|---|---|
| Painel portátil pequeno ao lado do monitor | Leitura durante a partida sem trocar de tela, a uma distância de olhada que você ajusta movendo o suporte | Espaço de mesa e mais um cabo, num painel que você não vai usar para mais nada |
| Um monitor sobrando que você já tem | De graça, se ele existir, e grande o bastante para administração e um mapa ao mesmo tempo | Espaço de mesa de verdade, e normalmente é grande demais para uma olhada confortável |
| Switch KVM | Instalação e administração numa mesa limpa, com visão em tamanho cheio de qualquer uma das máquinas | Você vê uma máquina por vez, o que torna isso inútil durante a partida |
| Celular ou tablet na rede local | Um mapa que você posiciona onde quiser, sem comprar hardware novo | Precisa de um caminho de rede e de um software que sirva uma visão web, e acrescenta um pouco de latência |
| Sem monitor, por acesso remoto | Zero espaço de mesa para uma máquina em que você quase não toca | Sem visão durante a partida, e sem entrada no dia em que a rede for justamente o que quebrou |
Essas opções se combinam. O arranjo maduro mais comum são duas linhas ao mesmo tempo: sem monitor ou com KVM para administrar, mais um painel ou um celular para ler durante a partida.
Onde um KVM ajuda e onde não ajuda
Um KVM compartilha um monitor, um teclado e um mouse entre as duas máquinas. Um botão alterna entre elas. Para as horas que você passa montando a coisa, ele é genuinamente bom: você tem visão em tamanho cheio da máquina em que está trabalhando e nenhum segundo teclado na mesa. Durante a partida ele não faz nada, porque o ponto inteiro é ver as duas de uma vez. E é mais um aparelho no caminho do vídeo, ou seja, mais um suspeito no dia em que a tela ficar preta. Compre pensando na fase de montagem. Guarde um cabo direto para o dia em que precisar passar por cima dele.
A ergonomia que todo mundo erra
- Um painel de radar colocado alto demais ou longe demais — o lugar dele é baixo e perto, logo abaixo da borda inferior do monitor principal, inclinado para cima
- O segundo PC no chão embaixo da mesa, onde o cabo USB fica esticado e a entrada de ar come poeira do carpete
- Um mini PC empurrado contra a parede ou espremido atrás do pé do monitor, sem folga para a própria saída de ar
- Um segundo teclado e mouse ocupando o espaço nobre da mesa para uma máquina em que você toca duas vezes por semana
- As duas máquinas e os dois monitores num único filtro de linha sobrecarregado, atrás da mesa, fora de alcance
- A saída de ar do segundo PC apontada direto para a entrada de ar do PC de jogo
O primeiro item responde pela maior parte das reclamações de radar difícil de usar. Um mapa que obriga a mexer a cabeça é um mapa que você para de olhar sob pressão. Desça o mesmo painel uns quinze centímetros, traga para perto, e ele deixa de ser problema. O resto são variações de um erro só: tratam a segunda máquina como móvel em vez de computador. Ela precisa de ar, de energia e de um cabo que você alcance.
Calor, energia e as partes chatas
Duas máquinas na mesma pegada significam duas fontes de calor e dois consumos num espaço pensado para uma. Dê ao segundo PC a folga de entrada de ar dele. Mantenha a saída de ar dele longe do PC de jogo. Coloque os dois numa energia que você consiga desligar sem se arrastar pelo chão. Planeje também um desligamento completo do PC de jogo: essa é a solução padrão para uma placa travada, e acontece mais do que quem está começando imagina. Então o botão de ligar tem que estar ao alcance sem desmontar a mesa. E qualquer cabo que você possa precisar reencaixar, também.
Assim que quatro ou cinco cabos USB saem da traseira do PC de jogo, eles ficam indistinguíveis. O que importa é aquele que você troca entre a porta de gravação e a de dados. Uma tira de fita em cada ponta transforma dez minutos no chão num trabalho de cinco segundos. Todas as vezes.
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